segunda-feira, 18 de julho de 2011

Da Revista Cruviana: Como se fosse afundar

Lançamento da Cruviana
O trecho a seguir compõe o texto "Como se fosse afundar", que eu escrevi para a primeira edição da Revista Cruviana, que foi lançada na última quinta feira (14/07) em Mossoró-RN. 

Eu deixo a dica aos meus leitores e seguidores: Revista Cruviana! O endereço é: http://revistacruviana.blogspot.com/

Vamos ao trecho:

Como se fosse afundar
(Ivanúcia Lopes) 
Ela era cheia de coisa. Mas se deixava esvaziar todas as manhãs cedo, pra poder se encher durante o dia. E já levantava contando seus passos, pra não passar dos limites. Parecia sempre no limite. No contorno que ela criara pra não exceder. Parecia cheia de medo. Medo de desvendar-se. E por isso não parava. Tinha receio de que qualquer demora lhe fizesse descobrir-se. Por isso ela corria. Pra um lado e pro outro. Só não queria parar. Na verdade ela já tinha pensado nisso, mas nunca tivera coragem. 


Para continuar lendo acesse a Revista eletrônica de contos Cruviana

sim, ficariam.

“Ficariam as marcas depois? Ele sabia que sim. Nenhuma cola conseguiria apagar os sinais da queda, da quebra. Ficariam sempre as arestas, ferindo feito espinhos - nem na morte a rosa se livraria da sua sina de ferir. Para sempre o sinal da junção dos pedaços, uma cicatriz fina, persistente e tortuosa que ele acompanharia com o dedo, devagar, sem nunca encontrar a saída. Porque estava num labirinto”.
 
(Caio F.)
Tudo é amor.
Até o ódio, o qual julgas
ser a antítese do amor,
nada mais é, senão o próprio amor
que adoeceu gravemente.
(Chico Xavier)

domingo, 17 de julho de 2011

Queda-leve


- E se eu cair na vida de alguém?
- Cair de vez?
- Sim.
- Como uma pedra?
-Não. Preferia cair como pedregulhos que escorregam devagar e desde longe dão sinal de que já vem.
-E porque não cai de vez?
-Não sei. Mas acho que chegar de mansinho é mais seguro. Dá tempo de alguém te esperar, e cuidar dos arranhões.
-E se ninguém estiver te esperando?
Eu vou continuar pedregulhos. Em essência.
- E se você se desequilibrar e cair de vez, como uma pedra gigante?
- Disso eu tenho medo. Vai que ninguém me segure!
- E não dá no mesmo?
- Não. Pedra gigante se arrebenta mais ainda na queda.

[silêncio]

- E “plaft”!
- O quê?
- Alguém te agarra da queda!
- E depois?
- Depois?
- É. Depois de alguém me segurar.
- Depois vocês se seguram pra não flutuar.
- E pedra flutua?
- Acho que sim, em outro espaço onde tudo é leve.
- E depois?
- Depois vocês se acostumam com a leveza.
-E tem depois?
-Tem. Só que essa parte não sei dizer.
- Por quê?
- é que eu não me lembro de ter escorregado na vida de alguém que me segurasse tão bem. Eu ainda estou pesado. Como pedra gigante.

http://weheartit.com/entry/11977233

Ivanúcia Lopes

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Precisando do apoio dos amigos e seguidores!

Meus amigos e amigas!
Bem, é o seguinte, agora venho pedir a vocês o apoio para continuar no concurso de poesia do Blog Autores SA. Já venci várias etapas, mas estou a fim de continuar ainda no concurso. Tenho aprendido muito.

E o que é que eu vou precisar de vocÊS?

Simples. A participação.
Eu estiou com mais dois poetas no CAMPO PLATONICO (Uma espécie de Paredão, entendem?) E dos tres apenas um deverá continuar na competição. Portanto, peço que não votem em mim. Peço que participem e não votem em Ivanúcia Lopes. Tá??
O link é esse: http://autoressa.blogspot.com/

Beijo!

Agradeço desde já!!

15 de julho: Dia do Homem

Super-Homem, a Canção (Composição e interpretação: Gilberto Gil)

Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É o que me faz viver
 
Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera
Ser o verão no apogeu da primavera
E só por ela ser
 
Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher

segunda-feira, 11 de julho de 2011

...aguenta firme.

Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar.


Caio Fernando Abreu

sábado, 9 de julho de 2011

...o amor é feito disso.

Imagem: http://weheartit.com
Achei o texto lindo. É do blog Suporte da Mente.
Não resisti: Publico para vocês:

Esta escrito na carta que lhe dei.
O amor é feito disso. De pequenos bilhetes escritos a mão. De palavras no diminutivo. De chantagens carinhosas. De músiquinhas que não saem da cabeça. De declarações na sua janela. E na sua também. É feito de bolo de limão. De uma canção e violão. De uma confissão no pé do ouvido. Com tinta e brilho. Feito de passeios andarilhos, de mãos se apertando. Um palhaço. De gatos gordos em ruas nunca mais achadas. De luas e estrelas grandes. De árvores batizadas. De tentativas de fotos. De companhia na letra errada da música. De primeiros sonhos. É feito de várias mensagens na caixa de entrada. De cortesia e escaladas em desconhecidas alturas.
E o que mais? Muito mais!
Frases de filmes. Trechos de poesias. Alice no País das Maravilhas, O Mágico e Oz e o Pequeno Principe. Uma pitada de Shakespeare. Sorrisos salvam o dia. Algumas caretas e olhos brilhando. O tempo ficando grandão e depois ficando pequenininho quando não era pra ficar. Beijos mandados no vento. Algumas palavras sem pronuncia. Sentir cheiros trocados de perfumes, o seu na minha camisa e o meu nos seus laços.
É o sorriso de satisfação que tem no meu rosto agora. E no seu também.
Esta tudo ai escrito, na carta que acabei de escrever. Com um 'eu te amo' no final!
Angela Tiemi Yoshiga ♥