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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Saudades SEMPRE


‎"Que eu me lembre, naqueles anos longe de casa a saudade me fez companhia constante. Eu pegava o telefone, eu pegava o ônibus, eu pagava uma hora na lan house... e conseguia amenizar a saudade no peito. Eu falava das novidades, eu contava meus segredos, minhas dores, minhas alegrias...E mesmo quando doía, era bom saber que tinha alguém sonhando comigo e que aquela saudade passava fácil, principalmente quando voltava ao meu aconchego, e reencontrava o meu colo. 

Mas, sabe...Hoje completam-se 2 anos e 7 meses de saudades intensas. Que não dão trégua."

...É que eu já não tenho meu colo de mãe.
:'(

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Saudade no peito

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http://weheartit.com/entry/37302334/via/coliamorim

Eu levo no peito uma saudade...
Eu trago no peito a saudade que foi.
Eu tenho no peito quem levo e quem trago nos caminhos que eu vou.

(Ivanúcia Lopes)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

...é tanta saudade


Sabe, eu tenho dias mais cinzentos que outros.
Eu tenho sentido muito a sua falta, mainha. Tenho tido lembranças muito intensas. Tenho tentado despistar o pensamento pra não ter que mergulhar na saudade que existe em mim. Tenho tentado sorrir pra dor. Mas uma hora meus ombros desabam. E eu não desejo outra coisa, senão o teu colo.
Mas os dias estão passando...e vão continuar...não há outro jeito, a não ser me acostumar.
Mas, sabe? É tão difícil...

Saudade, minha rainha.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

...eu lembro quando ele nasceu.

http://weheartit.com/entry/25163604 
Eu lembro onde e quando nasceu. E nasceu naturalmente. Da forma mais saudável possível.
Assim que ele nasceu a gente já reconheceu. E passamos a cuidar dele com tudo o que tínhamos. E para isso enfrentamos vários desafios.
Até que um dia, tentando defendê-lo, nos jogamos na frente e fomos atingidos. Ele ficou pra trás, intacto. E nós, estraçalhados.
Foi quando ele começou a viver sozinho. Silencioso. E um dia, dado como morto, fora enterrado vivo, enquanto sonhava.

- Ah o amor! Ainda lembro quando você nasceu...

domingo, 4 de março de 2012

...a saudade é sem fim.

Depois que minha mãe se foi veio a saudade ficar comigo. Ela montou uma barraquinha bem dentro desse peito, e se mostrou de casa, se alargando pelos cantos, se mostrando nos recantos e doendo todos os dias. Uns mais do que outros, mas nunca menos.

Esses dias eu ouvi um amigo partilhar de uma dor semelhante, mesmo acreditando que a dor da despedida nunca é igual, mesmo em casos parecidos. Esse meu amigo falava-me do quanto parece importante não desistirmos, e o quanto é necessário continuar caminhando. É questão de honra, de respeito...é não permitir que os sonhos acabem apenas porque uma das partes que também sonhava não estar presente fisicamente ao nosso lado. 

Eu acho justo viver com saudade. Não creio que seja dor, apenas. Acho justo chorar pela falta, e acho justo rir de “vezenquando” com as lembranças boas que essa saudade revela. Na verdade, é essa saudade que agora faz parte de mim que, além de doer, também me arranca um riso sempre que lembro de minha mãe. Porque as lembranças boas elas não se foram, e onde eu estiver, faço questão de revivê-las.

O calendário marca dois anos, mas a dor é sempre de hoje. E a saudade é sem fim.

E não é porque estamos aprendendo a conviver com a saudade que as coisas ficaram mais fáceis. Continuam difíceis demais. Continuam pesadas também. Mas não há o que fazer, senão agradecer a Deus pelos anos vividos, e rogar por força para viver tantos outros.
E se a experiência da despedida é dolorosa até pra se ouvir contar, imagina viver! E naquele instante foi como se um pedaço de mim tivesse ido pra longe. Foi como se faltasse terra nos pés e sobrasse um longo caminho para seguir. E dessa vez, sem ela, minha guia.

Aquele instante foi como um pesadelo. Mas eu não acordei. E quando dei por mim, ela já não me acalentava. E a gente precisou seguir sem ela pra nos apontar o caminho. A gente precisou seguir sem ela pra fazer as malas, pra nos dá a benção, ou pra nos telefonar e perguntar se estávamos precisando de alguma coisa. Hoje a gente precisa de muita coisa, mas não a ouvimos mais perguntar. A gente fala com Deus para não nos deixar faltar a vontade de viver, e para nos permitir ser pessoas boas como ela sempre quis que fôssemos.
E a gente segue a vida. Precisando de mãe. Mas sem tê-la o tempo todo fisicamente. Mas a gente segue os dias, honrando nossos sonhos que também eram delas. E vivendo nossa vida, que foi dela primeiro, para só depois ser da gente.

Continua difícil. E nós já sabemos que assim será. Para sempre. Continua um vazio onde ela poderia estar: na mesa, no quarto, na casa toda. Mas continua tudo cheio de amor, porque ela nunca deixou faltar.

Que a paz de Deus esteja sempre contigo, como sempre estivera.
Seremos eternamente gratas.

A Deus por nos ter dado a vida, e a senhora por nos ter dado a luz.

Saudades, minha mãe. Que a gente não se perca pela tua ausência, e que a gente se encontre em cada lembrança. Porque a saudade é sem fim.

Suas filhas: Ivanúcia e Nubinha e todos os familiares.



PS.: Texto lido na missa de 2 anos de falecimento, neste domingo (04/03/2012)

sábado, 3 de março de 2012

...a saudade é eterna.






O calendário marca dois anos, mas a dor é sempre de hoje. 


E não é porque estamos aprendendo a conviver com a saudade que as coisas ficaram mais fáceis. Continuam difíceis demais. Continuam pesadas também. Mas não há o que fazer, senão agradecer a Deus pelos anos vividos, e rogar por força para viver tantos outros.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

...

Tenho certeza que vou te encontrar
Não sei o dia e a hora
Mas sei o lugar
Sei que você está bem
Mesmo assim
Isso não me impede de chorar

Catedral

sábado, 19 de novembro de 2011

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...


Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...


Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:

não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

 Pablo Neruda

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

...


Meus dias estão bem corridos. Tem horas que eu reclamo muito. Mas a maior parte do tempo eu acho bom. A parte ruim mesmo é não te ter aqui comigo para ouvir minhas ladainhas e dizer que eu tenho que pensar mais em mim...Saudades mainha.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Saudade que aperta...

...eu tenho vontade de voltar no tempo, e de sentar no teu colo. E ficar lá. Até parar de chorar, minha mãe.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Soneto: A partida de um anjo

Quando meu anjo partiu fazia sol
O céu estava azul clarinho
Vi pelo vidro ainda cedinho
Antes que eu ficasse assim tão só.

A noite toda naquele hospital
quando recordo sinto um aperto
Ela tomava meu braço direito
Olhava profundo e eu ficava mal.

Era tão cedo, mas estava no fim
Olhava como alguém que implora
Pra que o mundo não se apague assim.

Quando meu anjo mãe foi embora
O dia claro escureceu pra mim
Hoje com o céu azul, meu peito chora.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Saudade, mainha.

...Tenho me enfiado nessa correria pra desatar o nó que aperta minha garganta. E engasgo sempre no fim do dia, querendo  teu colo, minha mãe.



...SAUDADE não é visita. É de casa.

domingo, 8 de maio de 2011

...Eu te amo minha mãe.


Neste dia das mães, a sensação que eu tenho é que tudo isso é um sonho, e que eu vou acordar e correr para os teus braços, minha mãe. E desde que a senhora partiu eu tenho uma saudade guardada em meu peito. E ela aperta. Umas vezes mais que outras. E neste dia eu só queria te dar um abraço, correr pro teu colo e pedir que não me deixe tão só.
Mas eu quero que esse domingo passe logo. Porque está sendo muito duro. E eu estou mais frágil ainda.

Te amo.

domingo, 1 de maio de 2011

...tanta saudade mainha...



Só tenho vontade de chorar. E choro. Só que sempre que eu sentia esse desejo louco, minha mãe vinha perto de mim com aquele jeito de quem tudo sabe sentir, e eu desabava em seu colo. Hoje eu choro pelos cantos. Caminho pela casa e ninguém vem ao meu encontro. Parece mentira. E isso dói. E eu que nunca me imaginei sem ela, já me sinto sem parte de mim. Essa fragilidade me revela aos poucos, e revela também que já não estou inteira. E sempre acabo me ferindo com meus próprios cacos.  


...tanta saudade! 





Mas sabe mãe, é você a maior benção que alguém já pode ter,
Já sei falar, andar, brincar e ainda sou, o seu bebê,
Obrigado mamãezinha pelas noites mal dormidas,
Obrigado mãe, pra me fazer feliz você até virou, menina,
Rola comigo entre os meus brinquedos, e me ensina,
Que o melhor presente que eu ganhei da vida, foi você.
(Cristina Mel)

domingo, 6 de março de 2011

Faz um ano que sua ausência me acompanha

De repente - ou não de repente, mas tão aos pouquinhos, e tão igual todo dia com essa saudade, num piscar de olhos, num virar de página - passou-se muito tempo.
Já faz um ano. Faz um ano que ela partiu. Faz um ano que não mais acordo com ela empurrando minha porta antes de ir pra escola. Faz um ano que não mais recebo a benção duas três vezes antes de dormir, com medo de ter esquecido. Faz um ano que eu chego em casa, vindo da rua, e não a encontro em nenhum canto da casa vindo até mim com aquele riso de quem me esperava ansiosa pra contar qualquer coisa. Faz um ano que eu venho me acostumando com essa dor preenchendo meus vazios. E desde o dia que ela morreu, que levo a vida buscando um norte, tentando a sorte, me fazendo de forte...
E eu olho pra todos os cantos que sempre olhei. Faço coisas parecidas com as que sempre fiz, só pra encontrá-la. Reconto histórias só pra lembrar daquele jeito tão dela. Só pra imaginar seu riso ou seu franzir de testa quando nos alertava alguma coisa. E refaço os caminhos que eu já fiz, só pra encontra-la na estrada e oferecer carona no meu peito, que é o seu lugar.
Mas nesse momento parece que a dor vai se alargando. Preenchendo os espaços deste peito e desta vida cheia de planos mal acabados. Planos que se reconstroem com a força que ela nos ensinou a ter, e outros que já não fazem sentido tê-los.
E eu canto. E eu corro. E eu topo de frente com gente que julga o riso e a lágrima. E eu topo de frente com gente que cuida. E eu topo de frente com a vida que pede pra eu viver, apesar da dor.
E eu falo pra ela agora, porque sei que ela me escuta.
Sabe mainha, seu amor continua fazendo cócegas em mim. E acho bom sorrir pensando em ti. Mas às vezes não consigo. E fico achando que preciso desemperrar as portas pra poder te encontrar do outro lado com os braços abertos e com aquele sorriso torto que me faz tanta falta.
Fico achando que sem tua direção. Teu apoio e teu cuidado a gente não vai conseguir.
E foram tão difíceis esses dias.
Tenho olhado constantemente pro céu tentando te ver. Porque dentro de casa não te vejo mais. Só te tenho aqui, dentro de mim. Do alto tenho a impressão de que foi tudo um sonho, e de repente, meu anjo vai cair do céu pra não me deixar sozinha.
Esse ano inteiro esbarrando nesta dura realidade que me quebra a cara, parte meu coração em pedaços, e me faz querer teu colo. Sempre.
E sinto falta da sua fé de cada dia, de todo dia.
     Não quero entender porque que as pessoas que a gente ama acabam indo tão cedo. No fundo a gente não tem muito que entender, a gente tem muito o que sentir. E o que sentimos é saudade. É quando a gente procura e não acha. Quando a gente chora, e continua sem o colo. Quando a gente sente falta de quem só foi amor, noite e dia. 
A saudade que arranjou pouso neste lar, comportou-se em nossas vidas como parte dela. Faz um ano que teu lugar na mesa está vazio. Faz um ano que a nossa vida mudou. Repentinamente. Radicalmente. Faz um ano que eu tento caminhar com meus pés, e às vezes, mesmo quando eu dou pulos, continuo com a sensação que eu só me arrasto. 
E Tom Jobim cantava...são as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida em nosso coração. E eu digo: São as águas de março que ora nos lava. São as aguas de março que nos afogam em lembranças.
 
Esteja com Deus, como sempre estivera. 
Está sendo tudo muito difícil. E talvez seja mais difícil ainda daqui pra frente.
Descanse em Paz e esteja sempre com Deus. E que Deus esteja conosco.

Saudades Eternas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nas asas da saudade: Minha mãe é um anjo.

Ilustração: Kurt Halsey
Eu nunca tive dúvidas de que minha mãe fosse um anjo. Pra confessar eu nunca vi suas grandes asas. Mas nem por isso eu duvidei que elas existissem.

Eu lembro que ela me contou inúmeras vezes que passara a noite voando. Eu morria de inveja porque nunca tive sonhos assim. Ela dizia que a sensação era muito boa. Era sensação de liberdade. Eu sempre ficava impressionada quando ela me contava. Quem sabe não fosse um jeito discreto de me mostrar que anjos existem, e que é preciso crer no impossível? Talvez fosse naquele momento a confissão de anjo da guarda. De anjo que vela o sono, levantando a cortina várias vezes da noite prá ver se eu e minha irmã estávamos dormindo. De anjo que poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo. Lembro que nos meus instantes febris, ela não largava de mim, mas sempre dava um jeito de preparar algo  pra que eu ficasse bem. Isso é coisa de anjo! E se antes eu não tinha dúvidas, hoje eu tenho certeza que ela sempre foi anjo. Ela continua me guardando. A diferença é que agora pode me acompanhar pra todos os cantos.
...bem que eu desconfiava...eu tinha um anjo em casa. Eu tenho um anjo na minha vida.

...
Preciso compartilhar com vocês esse texto que encontrei. É que hoje pareço não ter outro sentimento que me mova, a não ser a saudade. E ela fica impregnada em meu peito como forma de amor que sempre vai ficar.

“Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas  vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão  até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus  pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
- Tio, – disse-me ela – às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores… Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com  muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para  esta vida!
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu  procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei “entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
- E minha mãe vai ficar com saudades – emendou ela.
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade:    é o amor que fica!”